O Direito de Nascer Cabense e o Dia

da Mulher

Por: Moura

Especial dia da Mulher

As afrontas que as Mulheres do Cabo ainda sofrem na questão básica no direito a Vida.

A muito venho pesquisando sobre os direitos constitucionais que as mulheres do Cabo teriam direito, me deparei com vários fatos, mas um entre todos me chamou mais atenção que era o direito de nascer Cabence como mostra o titulo da matéria.

O Direito de Nascer Cabence e o Dia da Mulher

No Brasil de hoje, planejamento familiar é tema cotidiano, haja vista a freqüente abordagem da imprensa acerca de temas tais como mortalidade materna, aborto, esterilização, reprodução assistida ou outros relacionados à procriação.

Com esta minha ancia de buscar a verdade doa a quem doer, vi de perto como as mulheres aqui do Cabo são tratada tanto na parte da Saúde como também o direito de ter seus filhos aqui no Cabo.

No Brasil, a cirurgia de laqueadura das trompas uterinas em mulheres e vasectomia em homens que manifestarem clara e expressamente o desejo de evitar a fertilidade através de tais procedimentos. Está regulamentado pela Lei Federal nº 9.263 (Lei Sobre Planejamento Familiar), de 12 de janeiro de 1996, e no art.226 da Constituição Federal – “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.”
A presente Lei vem bem a calhar nos alarmantes números que nos são mostrados nas estatísticas da juventude atual, em particular, como também na população brasileira como um todo, onde vemos que a questão da natalidade se apresenta como um problema que exige soluções de caráter urgente por parte do Estado e Municípios, uma vez que o planejamento familiar é direito de todo cidadão.

O Município do Cabo de Santo Agostinho pratica esta lei na sua mais pura concepção ou deixa a mercê de terceiros?

Buscando fazer valer o direito a democracia o Portal Cabo em sua matéria “Laqueadura uma moeda de troca por votos” já avia relatado que varias denuncias chegaram até minha pessoa, mas nem uma delas com provas concretas ou varias delas as pessoas não queriam se expor com medo de represaria por parte daqueles que o fazem este tipo de ato.

Mas como a vida da volta e o destino se faz de artista em prol daqueles que luta pela igualdade. Fui ate Vitoria de Santo Antão e busquei saber na maternidade de lá se avia como eles me repassarem os registros das crianças nascida naquela maternidade e que tivesse origem do Cabo de Santo Agostinho no momento de minhas tais indagações disseram que não podia dar tais informes, mas em off um funcionário que não quis se identificar me relatou que por volta de 12 a 20 crianças nascem por dia aqui é que recebemos gestantes de vários municípios vizinhos inclusive do Cabo, mas nos finais de semana a maioria é do Cabo principalmente aquelas gestantes que faz a opção pela laqueadura de trompas, perguntei ao mesmo, por que só nos finais de semana esta gestantes do Cabo para lá se dirigem, para fazer tal serviços, o mesmo com ironia me disse “ai você esta querendo saber de mais”

Na busca pelos seus direitos para aplicação da Lei Federal nº 9.263 que deveria ser divulgada a todas as mulheres do Cabo onde a mesma não deveria procurar tais serviços com quem quer que seja, e sim buscar o mesmo de forma simples e clara no órgão competente que seria através da secretaria de Saúde de nosso Município que tem este tipo de serviço gratuito a todas as mulheres Cabences.

Agora voltando Ao direito de Nascer Cabence, ai é uma questão de principio que tais circunstâncias são impostas a estas mulheres, muitas vezes fragilizadas por questões sociais e as mesmas não atinam com esta afronta do direito que tem seus filhos de ser Cabence, só percebem o fato em si quando vão ao Cartórios do Cabo para fazer o registro dos seus rebentos.

Agora quando eu encontro um fato deste promovido pelo Próprio Município fico a me perguntar qual o dano causado para tal atitude, me explico melhor.

Como sempre digo: “A vida da volta e o destino se faz de artista em prol daqueles que luta pela igualdade”. Esta parábola que uso para conter meus anseios diante da formalização de uma matéria para o Portal Cabo, eu aguardo o desenrolar dos fatos, pois sei do meu comprometimento com a democracia e a justiça e tal matéria tem que aguardar o destino final dos fatos, então na data de hoje recebi a historia de uma Cabence legitima da gema que teve seu filho em outras paradas e por sinal Vitoria de Santo Antão, não que a mesma fosse para lá para fazer o serviço de Laqueadura não, à mesma foi transferida para dar a Luz, pois a Maternidade Padre Geraldo não havia um Pediatra de Plantão, alguns vão me perguntar, mas quem faz a cirurgia é o obstetra sim mas quem examina o recém nascido nas primeiras horas é o Pediatra e neste dia em plena quarta feira não avia um pediatra de plantão em uma Maternidade recém inaugurada, portanto a Gestante foi encaminhada para Vitoria de Santo Antão.


Agora me pergunto será que isso é certo, nossos filhos serem empurrado para nascer em outro município justamente por falta de um Pediatra?

E veja que ironia do destino o bisavô desta criança foi o Primeiro Oficial de Justiça do Cabo, onde o mesmo tem até uma rua com seu nome é isto que vem acontecendo em nosso município.

Garantir a gestante o direito de ter seu filho no local onde mora é obrigação do Estado e Município isto esta escrito na constituição.

Este fato traz transtornos imensuráveis imagine quando o governo federal faz o repasse de verba com dados na quantidade de habitantes só ai já começou o prejuízo imagine as verbas para Saúde, habitação e segurança todos com repasse com dados por habitante, isto o que eu apurei imagine o resto.

Imagine agora, os transtornos psicológico que essas mulheres passam, quando são transferidas para outro município, são vários, desde a falta do acompanhamento por parte de parentes ou até o conjugue da mesma, pois nesta maternidade de tão pequena que é, não pode ter acompanhante, outro fato relatado “É que lá, somos tratadas como animais, la falta de tudo, até alimentação se meu esposo não providencia-se uma refeição teria morrido de fome” comentou uma das pacientes, outro fato lamentável é que muitas dessas mulheres do Cabo são levadas de ambulância e largada lá a seu bel prazer e muitas delas recebem alta e os parentes achando que as mesma estão no cabo ficam sem saber para onde levaram, a paciente ai a mesma fica lá até alguém venha descobrir onde a mesma se encontra isto ocorreu quando fiz esta vista a Vitoria

Veja quanta ironia com o trato com as mulheres Cabenses estes fatos são lamentáveis agora hoje nesta data vemos vários políticos aqui do Cabo ficar falando em homenagem a mulher no seu Dia é muita ironia ou cegueira explicita, pois será que só eu que descubro estas coisas? Depois acham que perseguimos os mesmo por questões banais.

Voltando á Maternidade Padre Geraldo temos que avaliar qual é o verdadeiro papel da mesma, neste truculento ato abusivo por parte de quem administra e quem trabalha no mesmo, pois em plena quarta feira não ter um pediatra para acompanhar o recém nascido é um atitude retrógada de um novo Tempo. Bom se analisar quantas crianças nascem em vitoria sendo do município do Cabo fizemos as contas, por baixo e por ano daria um total de 4004 crianças Cabenses imagine no período do novo tempo de 8 anos 32032 crianças agora lhe pergunto:

Temos que nesta data refletir melhor, qual é a política que melhor reflete as necessidades básicas das Mulheres Cabenses?

Logo Mais colocaremos a entrevista desta Jovem Cabense aguardem

Ass. Moura