Você conhece o Badminton de Pirapama

Não então fique sabendo que é so aqui no Cabo de Santo Agostinho

Badminton muda a rotina de 60 meninas da comunidade de Pirapama
Esporte que parece uma mistura de tênis, vôlei e é jogado com uma peteca chegou ao Cabo levado por um professor de educação física; atletas hoje são ouro nacional na modalidade

Badminton 1

Da Redação do pe360graus.com

Um esporte está tomando conta da comunidade de Pirapama, no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife: o badminton. A atividade mudou a rotina de Alcineide Maria da Silva. “Nunca tive interesse por esporte algum, nem na educação física da escola”, conta.

Tudo isso mudou e Alcineide virou atleta aos 17 anos, quando conheceu o badminton, esporte que parece uma mistura de tênis, vôlei e é jogado com uma peteca. Na Ásia, a modalidade é muito praticada.

Badminton 3

O professor de educação física Péricles de Freiras lançou a moda em Pirapama. “Conseguimos ver que esse esporte favorece a integração das crianças e possibilita riqueza de vários movimentos”, comentou o educador.

O badminton teve que ser adaptado, já que a quadra é o salão de festas de um clube e o espaço é pequeno. A rede já passou da hora de ser trocada, assim como as raquetes e as petecas, mas o equipamento só vai poder ser substituído quando estiver muito mais desgastado.

Badminton 4

O projeto é mantido com a ajuda da Casa da Mulher e hoje conta com mais de 60 meninas. Uma das mais antigas é a estudante e jogadora de badminton Ana Carolina Paiva que, aos 13 anos, já tem muitas medalhas para comemorar, inclusive a de ouro no Campeonato Nacional. “Todo mundo me conhece. Na escola pode perguntar quem é Carol todo mundo conhece”, diz a menina, que ficou popular no local.

A estudante Bina Maria da Silva também foi ouro no Campeonato Nacional na categoria Sub 15. Ela, que achava que não poderia praticar esportes por causa das sequelas da paralisia infantil que teve aos dois anos de idade e que comprometeu os movimentos da sua perna esquerda, já conquistou oito medalhas nos quatro anos como atleta.

O jogador de badminton diz que conseguiu mais que medalhas com a modalidade. “Eu tinha que fazer fisioterapia, mas meu pai não tinha condições de me levar, porque ele tinha que ir para o trabalho”, conta. “Através do badminton, pude correr, fazer exercícios, o que fortificou mais minha perna”.

O esporte trouxe vida nova para todas as meninas. “Se a gente conseguiu aquela etapa de ouro, a gente poderia conseguir muito mais. Quando ganhei chorei de alegria, foi muito bom”, disse Ana Carolina. “Pensei que eu poderia conseguir muito mais a frente, não só no esporte mais no meu futuro realmente”. Alcineide concorda. “A minha auto estima fica elevada”, comentou. “Eu gosto e não quero deixar tão cedo”.