Vereadores do Cabo denunciam problemas em Escolas e Posto de Saúde da Zona Rural
Os vereadores Ricardo Carneiro, conhecido popularmente como Ricardinho (PPS), e José de Arimatéia (PMN) visitaram, hoje (29/07), os engenhos Ipiranga e Liberdade, no município do Cabo de Santo Agostinho, a pedido dos moradores que não agüentam mais a situação da Escola Vereador Severino Barros Marques. A instituição não oferece merenda, porque a água é imprópria para consumo.
“Só estamos servindo biscoitos, porque a nossa água é impura. Os alunos trazem água de casa para beber. Infelizmente, essa situação se arrasta há muito tempo”, explicou à coordenadora, Jorgina Cavalcanti. Ela ainda revelou outro problema: a escola não possui computadores e não dispõe de uma sala de leitura.
No Engenho Liberdade, o problema da água é o mesmo na Escola Júlio Carneiro de Albuquerque Maranhão, que atende 417 alunos do Ensino Fundamental I e II. Geralmente, as aulas só acontecem quando o carro-pipa abastece. “Muitos alunos ficam sem aula devido a esse problema. Ontem, não teve aula, já passamos uma semana sem dar aulas”, afirmou um funcionário que não quis se identificar.
A situação também é caótica no Posto de Saúde da Família no engenho Liberdade, o atendimento foi cancelados desde o dia cinco de maio devido a água imprópria que tem um odor muito forte. “Aqui tem médicos, enfermeiros, dentista e um agentes de saúde, mas de que adianta se não oferece atendimento, a água que tem é escura e tem um mau cheiro ”. Afirmou a moradora, Maria de Lourdes da Silva.
O posto tem sérios problemas de infiltração, fiação exposta, janela quebrada e o banheiro do médico estão sem o vaso sanitário. Faltam profissionais de limpeza, seringas, rampa de acesso para idosos e deficientes, pintura, pia para lavar pratos. Além disso, as portas a qualquer momento podem ser arrombadas. Assim, a Unidade de Saúde da família deixa de atender cerca de 50 pessoas por dia.
Para o vereador Ricardinho, há a ilusão de que o Cabo vive um novo tempo. “é um absurdo as escolas e posto de saúde parados, porque o governo não tem tido preocupação com quem mais precisa. Que novo tempo é esse, no qual as pessoas não são prioridades. Principalmente na área rural onde o acesso é mais difícil”.






